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Ancelotti barra Neymar e põe estratégia tática para Copa do Mundo como prioridade

Clamor popular, pressão por virada sobre Japão: nada disso fez Carletto mudar o plano que tem para Neymar e a Seleção Brasileira na sequência da Copa do Mu...

Ancelotti barra Neymar e põe estratégia tática para Copa do Mundo como prioridade
Ancelotti barra Neymar e põe estratégia tática para Copa do Mundo como prioridade (Foto: Reprodução)

Clamor popular, pressão por virada sobre Japão: nada disso fez Carletto mudar o plano que tem para Neymar e a Seleção Brasileira na sequência da Copa do Mundo

Carlo Ancelotti mandou um recado claro sobre o comando da Seleção Brasileira antes mesmo da estreia de Neymar nesta Copa do Mundo. Já liberado para jogar, o camisa 10 passou os 90 minutos da vitória por 2 a 1 contra o Japão no banco de reservas — uma escolha puramente técnica do treinador no jogo que carimbou a vaga do Brasil nas quartas de final.

A decisão de Ancelotti responde à principal dúvida que pairava desde a convocação: o técnico teria coragem de deixar Neymar no banco, ignorando a pressão da torcida e o status do jogador? Em Houston, a resposta foi dada com a classificação assegurada. Com a vaga nas oitavas garantida, o Brasil agora espera o vencedor do jogo de hoje entre Costa do Marfim e Noruega para saber quem enfrenta na próxima fase da Copa do Mundo.

O apontamento levantado pelos jornalistas Danilo Lavieri, Paulo Vinicius Coelho (PVC), Pedro Lopes e Thiago Rabelo, do Uol Esporte, expõe como a postura do treinador italiano foi crucial para a tática da Seleção.

O cenário do camisa 10 durante o jogo foi emblemático: Neymar passou a maior parte do tempo sentado sobre um cooler de energéticos ao lado do banco. Ele chegou a aquecer no segundo tempo e ouviu um pedido tímido das arquibancadas para que entrasse em campo. No entanto, assim que o Brasil buscou o gol de empate, o preparador físico pediu que ele retornasse ao banco, interrompendo a expectativa de sua estreia.

Uma nova visão sobre o camisa 10 da Seleção

O comportamento do público também mudou em relação à partida contra a Escócia, onde o clamor por Neymar foi constante. Em Houston, os gritos pelo craque aconteceram uma única vez e sumiram conforme o Brasil melhorava no jogo. No pós-jogo, Ancelotti revelou os bastidores da estratégia: o planejamento previa a entrada de Neymar aos 15 minutos do segundo tempo, mas sob a condição de o Brasil continuar perdendo. O gol de empate anulou a decisão.

Com o empate garantido, Carlo Ancelotti priorizou a estabilidade coletiva. Em vez de mexer na estrutura tática para encaixar Neymar, o técnico preferiu dar um voto de confiança aos jogadores que haviam recolocado o Brasil no jogo. Como a virada se concretizou antes do apito final, a presença do camisa 10 acabou se tornando desnecessária para garantir o resultado.

Neymar deve ter mais chances de atuar na Copa

A tendência é que a minutagem de Neymar aumente nos próximos dias, considerando que ele já estava à disposição para jogar meia hora. O Brasil terá quatro dias de preparação para o duelo de domingo, interrompidos apenas por uma folga na quarta-feira. O camisa 10 tenta recuperar a melhor forma após a lesão sofrida em 17 de maio, pelo Santos, contra o Coritiba. Seu retorno oficial aconteceu em 24 de junho, quando atuou por 15 minutos contra a Escócia.